Ainda não entendi muito bem como Poe entra nesta série, que apesar de ligar - de novo- o autor a crimes, é so isso que fazem com a obra dele, parece que vai ser interessante, a dupla central é quente. Ta faltando é uma boa biografia sobre o cara, isso sim!
Museu do Poe ( por Luiz F. Haiml)
domingo, 27 de janeiro de 2013
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
UM PRESENTE DOS DEUSES!
De vez em quando alguém pergunta quanto recebo pelas minhas colunas,
se sou remunerado por escrever ao Panorama; de vez em quando, ao
ouvirem a minha resposta, alguns desses que fazem tais perguntas,
torcem o nariz ao saberem que “não, não ganho por elas um tostão”. “Mas
não dá valor ao teu trabalho?” – retornam.
O lançamento da Tordesilhas também brindou-me com textos que meu vasto arquivo sobre Poe ainda não tinha: Silêncio – uma fábula” (estranha conversa entre o demônio e o narrador), “Leonizando” – um conto satírico e o “ O colóquio entre Monos e Una”. Nela há, também, o que chamo de a trilogia da passagem pelo túmulo: comece pelo pesadelar “O enterro prematuro” (o narrador descreve os horrores de ser enterrado vivo), depois vá ao “Os fatos do caso do senhor Valdemar” (o efeito da hipnose pode continuar mesmo após a morte física?) e então “O colóquio entre Monos e Una” (as almas de dois seres que já haviam estado juntos antes da morte contam suas experiências de pós-morte quando em tal mundo acabam por se reencontrar.
Dou valor, e muito, e saibam que manter um lugar como o meu não é fácil
e há muitos de olho nele, e saber que o Olavo ainda não decidiu me
trocar por um monte de grana que ele poderia estar recebendo dos muitos
comerciais que caberiam onde é meu espaço mensal, me faz secretamente
sorrir. Além disso, cada texto que termino e me agrada já é um grande
presente.
Também me basta a enorme quantidade dos que me lêem, dos que elogiam ou
mesmo criticam textos e comentários, as palestras e outros eventos que
a coluna traz. Ouso dizer, as vidas que talvez eu mude, as ideias que
encaminho e que, por sua vez, se tornam em momentos melhores para
muitos. E, de vez em quando, uma surpresa inesperada: um texto meu
sobre recente filme baseado no escritor Allan Poe, lido em São Paulo,
me fez receber de graça uma magnífica edição recém lançada pela Editora
Tordesilhas, de contos de tal autor. E, meu amigo, que edição!
Em 1919 uma editora de Londres publicou uma antologia de contos de
Edgar Poe, que àquela altura já era reconhecido como o pai das
histórias de suspense e mistério. A edição não se limitava a reproduzir
as narrativas, mas foi luxuosamente ilustrada pelo irlandês Harry
Clarke, um dos precursores do Art Nouveau (o traço dele é de arrepiar –
veja no blog museudopoe). É exatamente tal suntuosa edição, em capa
dura, 425 páginas, que a Tordesilhas traz agora ao Brasil, e com um
precioso acréscimo: o prefácio é de Charles Baudelaire (1821-1867),
ícone da poesia francesa que traduziu e divulgou a genialidade de Poe
pela Europa.
O lançamento da Tordesilhas também brindou-me com textos que meu vasto arquivo sobre Poe ainda não tinha: Silêncio – uma fábula” (estranha conversa entre o demônio e o narrador), “Leonizando” – um conto satírico e o “ O colóquio entre Monos e Una”. Nela há, também, o que chamo de a trilogia da passagem pelo túmulo: comece pelo pesadelar “O enterro prematuro” (o narrador descreve os horrores de ser enterrado vivo), depois vá ao “Os fatos do caso do senhor Valdemar” (o efeito da hipnose pode continuar mesmo após a morte física?) e então “O colóquio entre Monos e Una” (as almas de dois seres que já haviam estado juntos antes da morte contam suas experiências de pós-morte quando em tal mundo acabam por se reencontrar.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
UM APERITIVO

A Editora Tordesilhas lançou uma edição espetacular sobre Poe, é uma reprodução de uma edição original lançada no tempo do autor, mas que é enriquecida ainda mais com impressionantes ilustrações (veja algumas acima) de um artista da época de Poe, e um ensaio de abertura de Charles Baudelaire, famoso poeta francês que levou Poe à Europa, e traz tres contos até então inéditos aqui no Brasil, em português. Tudo por apenas 60 reais.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
O MORCEGO & POE
Uma bela homenagem/referencia ao poema "O Corvo", encontrada no
caprichado desenho recente "Batman: Ano UM".
terça-feira, 29 de maio de 2012
UM CORVO NA ESTRADA
Está nos cinemas “O Corvo”, e logo em breve, 15.06, chegará “On the Road”. Trato desses filmes por ser para mim motivo de júbilo que produções baseadas em dois de meus autores mais revisitados, Edgar Allan Poe e Jack Kerouac, estréiem assim tão próximas.
Tive a honra de apresentar Poe e Kerouac a muitos, dei-lhes fãs e discípulos, quando organizei a lista de leituras da Literatura Universal, e lecionei por alguns anos tal disciplina no Curso de Letras da FACCAT. Creio que, inclusive, a FACCAT foi a primeira no Sul, e quem sabe no Brasil, a adotar no respectivo Curso, e em tal disciplina, Kerouac, motivo de orgulho para mim, pois “On the Road” está no Curso de Literatura Brasileira, do mestre Sergius Gonzaga, no rol dos mais importantes livros de todos os tempos. De Poe, esse é sempre indispensável nas Lit. Universais, e sobre ambos organizei alguns eventos, e pus Poe, seu universo, como tema de um dos Concursos Literários, que por sua vez rendeu peças magníficas, pena que algumas delas não puderam ficar entre as premiadas, por fugirem da parte técnica exigida.
Sobre “O Corvo” o que me atrai é o diretor James McTeigue ( V de Vingança), o ator John Cusack e a premissa de que Poe está na história, ajudando a capturar um assassino que usa nos crimes ideias de seus textos. Será que terá algo biográfico no filme? Tomara que sim, pois filmes baseados em obras de Poe há muitos, seria legal de ver era a vida de um escritor que se tornou imprescindível aos textos policiais, detetivescos, satíricos, na ficção-científica, na aventura, no horror, na poesia e em tudo isso como ninguém usou o simbólico e psicológico. “O Corvo” de que falo, só tem em comum com a franquia iniciada em 90, com Brandon Lee, o mesmo título e Poe como base - autor complicado de se levar às telas, sendo que até grandes mestres como Fellini, Vadim e Malle não se deram bem ao adaptá-lo, mas há exceções(veja blog museudopoe).
Quanto a “On the Road”, a obra levou tempo para virar filme: captar as constantes viagens internas/externas de seu narrador que abarcam além dele os inquietos/ incontroláveis tipos que o cercam mais, tudo ao mesmo tempo, paisagens, cenários e situações numa fusão única e búdica embalada a muito jazz e mambo, não é brincadeira, mas acho que Walter Salles, pelo trailer, ouviu direitinho a melodia kerouackiana do romance e conseguiu, apoiado por um elenco irrepreensível. “On the Road” é um visceral hino a existência, ao fogo de viver, de buscar o que está além do que há dentro e fora de nós. Enfim, agrada-me saber que “On the Road” e “O Corvo” farão meus ex-alunos e ex-colegas lembrarem da paixão com que eu ensinava Poe e Kerouac.
domingo, 22 de abril de 2012
ESTÁ CHEGANDO! Prepare-se!
Filme em que Poe é o personagem central e precisa achar um criminoso que se inspira em suas histórias. Parece legal! Mas seria mais se fosse uma biografia do autor, coisa que faz falta no cinema.
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